Exposição patente de 10 de Maio a 18 de Setembro de 2018

Curadoria de António Pedro Mendes

A Galeria Primner abre portas com a representação do artista Amilcar de Castro, famoso pelas suas esculturas de corte, dobra e corte-dobra, numa vasta obra que desenvolve até à sua morte, onde a leveza de uma folha de papel é trazida ao trabalho em ferro, material que o artista tão bem manipula, criando inúmeras variações do mesmo plano.

Amilcar de Castro é um artista natural de Minas Gerais, que viveu e trabalhou em Belo Horizonte. É um dos grandes nomes do neoconcretismo brasileiro, movimento que teve o seu começo no final dos anos 50 e que teve como principais mentores o poeta Ferreira de Gullar e a artistas plástica Lygia Clark e Lygia Pape.

Tendo a sua principal expressão no Rio de Janeiro, este movimento nasce como atitude de discórdia com o concretismo oriundo de São Paulo. Desta forma, os neoconcretistas deram início a uma pequena revolução artística, onde o cansaço pelo que consideravam excesso de racionalismo expresso num geometrismo puro, vem dar lugar a uma maior dose de subjetividade e incorporação dos afetos do artista e do observador, que ao tocar e manipular as obras, torna-se parte delas.

Apesar de ser pouco conhecido em Portugal e no resto da Europa, Amilcar de Castro teve uma carreira internacional. Participou na Mostra Internacional de Arte Concreta em Zurique. Em 1968, foi para os Estados Unidos com a bolsa de estudo da Guggenheim Memorial Foundation. Mais tarde, de volta ao Brasil, fixou-se em Belo Horizonte.

Exposição apresentada em parceria com o Instituto Amilcar de Castro